
Ratinho, Nelson Hoineff e Wagner Montes: papo cabeça-intelectual
Sábado passado, sol infernal, seleção jogando contra a Inglaterra. Lá fui eu para Ipanema. Praia? Nada disso. O destino era o Oi Futuro, onde nada menos que Wagner Montes e Ratinho discorreriam sobre audiência nas tardes televisivas. Menos da metade dos 80 lugares do auditório estava ocupada. Falta de divulgação, comentou um fotógrafo. Talvez se fosse num dia de semana, no Oi Futuro do Flamengo, a coisa seria diferente. Uma hora antes, dois estudantes de comunicação contratados pelo Festival Internacional de Televisão tentavam atrair quem passava na calçada em frente ao centro cultural.

Ratinho quis tirar uma foto comigo e com o patrão
Para quem tinha coisa melhor para fazer naquela hora, aqui vão os melhores momentos do debate:
Ratinho mandou de primeira: “A TV veio para substituir o circo, com suas comédias e tragédias. É isso que eu tento fazer”. O roedor culpou a imprensa por seu programa ter perdido patrocinadores, o que o deixou um longo tempo na geladeira. E encheu a boca para dizer o que pensa das críticas:
“Eu fico puto, viro uma onça!!!”
Nessa hora, um casal que havia sido convencido a ir na palestra por um dos estudantes de comunicação se levantou e foi embora.
Os dois iniciaram um profundo e edificante debate sobre a Geisy da Uniban.
“O vestido dela não tava tão curto”, iniciou WM.
“Nããão! Só mostrava o útero…”, contestou Ratinho.
“Mas ela era boa mesmo!”, concluiu brilhantemente WM.
Um velhinho brizolista bradava na última fila a favor de WM e se exaltou quando o câmera o filmou: “Você tá me filmando por quê? É araponga do PT?”. Bizarro era pouco.
Ratinho explicou a lenda do Silvio Santos careca: “Ele se deixou fotografar com uma peruca de palhaço para a revista de um amigo que estava falindo. Ele não é careca!”. E expôs sua opinião sobre o Ibope: “O cara que inventou isso é um filho da puta. Quanto sofrimento!”. Massa diz que passa os domingos assistindo a televisão. Já WM é mais romântico…
“Passo a maior parte do domingo cruzando”.
Ratinho também opinou sobre os programas de humor: “Minha mãe entende Pânico, mas não entende o CQC, que é muito elevado”.
Pensei em fazer várias perguntas, mas acabei caindo na política. Quis saber se WM seria candidato ao governo do Rio:
“Se o PDT me bancar, sim! E aí se eu me candidatar, eu ganho a eleição!”, ameaçou.
O partido bancar, segundo WM, significa não ser obrigado a aceitar concessões como cargos ou fornecedores de material, por exemplo. O combate à violência está na ponta da língua: “Contra a bandidagem, tiro porrada e bomba!”
Sem elevador, o perneta Wagner Montes foi obrigado a descer e subir o equivalente a três andares de escada. Confira no vídeo a satisfação dele.









Disparada a grande biografia da Bienal. O Homem “da rosca” conta a história do cearense Erisvaldo Correia dos Santos, que 55 anos depois do suicídio de Getúlio Vargas recolocou o Catete no noticiário nacional vendendo roscas pelas ruas do decadente bairro carioca. Angariou fama berrando bordões e trocadilhos sensíveis como: “Quem quer comer a minha rosca???” e “Minha rosca tá pegando fogo!!!”. Eu já caí de boca e aprovei. Jô Soares e 
Doenças de Pele do Cão e do Gato – Diagnóstico Clínico e Histopatológico –para amantes de bichinhos. Rica e fofamente ilustrado. Outra boa dica é o Guia Prático – Para Coleta e Interpretação de Exames Laboratoriais em Cães e Gatos.
A magia divina das velas – seria o primeiro livro que eu leria caso precisasse do anterior.
